segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não faz sentido nenhum

Não há tempo...

Abrir os olhos e ainda está escuro. E começa tudo a correr. O relógio sempre no pulso, como se de um membro se tratasse. São horas e horas seguidas, sem tempo para olhar para dentro, sem tempo para olhar para fora, sem tempo para olhar para mim, parar ti, para nós, para vós, para o mundo. São horas de ansiedade, de cumprimento de ordens e procedimentos, vindos de todas as direcções. O corpo não pára, a mente responde com a mesma velocidade.

Chegar à noite e atirar com o corpo pesado para cima dos lençóis. E tempo para mim, para ti, para nós, para vós, para o mundo? Nenhum... Chegar à noite e não haver força sequer para falar.

Faz sentido? Nenhum...

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