Contam-se os tostões para muita coisa. Pelo menos eu passo a vida a fazer contas para tudo e mais alguma coisa. A conversa do dia é poupar, poupar para gastar no próprio mês. É fazer contas à vida, é comprar a marca branca, é deixar as unhas e o cabelo para as festas, é andar nos saldos cada vez menos, é dizer que não a muita coisa, é fumar tabaco de enrolar, é comprar o creme do super mercado, é falar menos ao telemóvel, é ser disciplinado no dia-a-dia. É ser-se responsável todos os dias, e não apenas quando alguém está a olhar. Porque todos gostamos de viver na ideia do "dia-a-dia", mas todos sabemos que amanhã provavelmente estamos por cá. E eu pelo menos gostaria de estar com alguma qualidade de vida.
Mas hoje apareceu cá em casa um fato de surf para utilizar em Agosto.
Hmmm, sou eu que não bato bem da bola?
Brincamos ou colamos cartazes????
:(
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Um dia dos namorados diferente
O dia começou bem... Depois de uma boa noite, apenas com quatro horas de sono, o que para mim é manifestamente pouco, levo as ninas à escola conduzindo como um autómato. Deixo a Rita e, quase ao chegar à escola da Beatriz, ao virar da última curva, azar! Operação Stop! O coração dispara sempre que isto me acontece, existe sempre algum papel que está irregular. Revi em 30 segundos todas as minhas obrigações e respirei fundo. Desta vez tenho tudo em ordem. O senhor agente, moço novo e bem parecido, pediu-me os documentos e insinuou com ar trocista "a cadeirinha é muito bonita, mas não serve para nada sem o cinto". Nem respondi... Estava ainda apenas com um café tomado, com a certeza que nenhuma das duas ia chegar a horas, e com muito pouca vontade de começar o dia a mendigar. Quando regressou da parte de trás do carro, inchou o peito e com uma voz segura informou-me que tinha tudo em ordem, masque iria ser multada devido à falta de cinto de segurança no banco da minha filha. Respondi-lhe com algum tipo de desculpa mas, impaciente, pediu-me que fosse ter com ele à carrinha e virou-me as costas. Ora, quem me conhece bem sabe que eu não gosto mesmo nada de ficar a falar sózinha! Olhei para trás e lançando um olhar feroz à Beatriz, descarreguei a minha ira, vociferei meia dúzia de palavras azedas à pobre coitada, que ficou pior que chapeu de pobre. Demorei a sair do carro, como quem se prepara psicologicamente para o que vai enfrentar. O agente Pereira estava chateado pela minha demora e queria à viva força saber se eu ía pagar já. Tinha que "despachar" aquilo, e ainda tinha muito que fazer, disse ele. De manhã é difícil ter contenção emocional.... Deixei sair um raspanete por me ter deixado a falar sózinha, por me ter virado as costas, pelo nosso atraso, por querer que eu pagasse uma quantia que nem tinha dito de quanto, e mais meia dúzia de lamúrias com cara feia, às quais ele não ficou sensível. Cento e vinte euros. Sem saldo suficiente para pagar o raio da multa, ainda vi a carta apreendida. E longos minutos de espera, os papeis que o agente preenche são imensos, os autuados também, não há multibanco, a tensão sente-se no respirar. Cada um explode à sua maneira, e dois ou três a tentar acalmar os animos. Não aguentei! Falta muito? perguntei. O agente Pereira disse que ainda tinha muita coisa para preencher. Respondi-lhe "Pois olhe, vou levar a minha filha à escola e já volto". Olhou para mim como se eu fosse uma louca, depois olhou para os colegas, olharam todos para mim, e finalmente respondeu-me "tá bem". Suponho que também estivesse com vontade de se ver livre de mim durante um bocado, para conseguir acabar de preencher a papelada. Afinal não é fácil fazer duas coisas ao mesmo tempo, digo eu... Fui deixar a miúda à escola, ainda com tempo para lhe dar um abraço e sossegá-la dizendo que tudo iria correr bem e que não se preocupasse. Aproveitei e fui tomar o meu habitual pingo ao café da esquina, já com os olhos rasos de lágrimas e irritada com o mundo e comigo. Quando regressei, levei com três papeis para assinar e um sermão sobre os meus deveres maternais.
Ao menos que lhe sirva de lição era uma frase que já não houvia há imensos anos. Recuei no tempo e fechei-me dentro de mim, porque assim é sempre mais fácil fugir da parte escura da vida....
Ao menos que lhe sirva de lição era uma frase que já não houvia há imensos anos. Recuei no tempo e fechei-me dentro de mim, porque assim é sempre mais fácil fugir da parte escura da vida....
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Agora é tarde, está escrito!
Este livro está de pernas para o ar .... Virgulas, pontos finais, paragrafos sem qualquer sentido. E o final está mal, está mal acabado, mal pensado.
Este livro não vale nada... Pontos e vírgulas, aspas, pontos de exlamação. E o início esta mal, mal iniciado, mal pensado.
O problema do livro começou desde logo no título, que se esqueceu de pensar sobre o seu propósito, e contentou-se em ficar por ali, ostentando uma frase bonita, mas que não leva a lado nenhum.
Há gente que não sabe escrever. Nem livros, nem palavras, nem missões, nem trajectos, nem nada. Agarra a caneta com os dedos, como se isso fosse viver....
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