segunda-feira, 29 de abril de 2013

do nada estou eu cheia, e o todo parece jogar ao esconde-esconde

Todos os segundos, todos os minutos, todas os quartos de hora e todas as meias horas e as horas, são demasiado tempo para esperar que a dor se dissipe, se dilua em qualquer esperança que surja do nada ou do todo. Porque do nada estou eu cheia, e o todo parece jogar ao esconde-esconde. Mas há já algum tempo que eu não me lembro de ser criança, e já perdi a habilidade para certas brincadeiras.

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